Rui Magalhães candidato à Assembleia de Freguesia de Mirandela em 2009
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
A EMERGÊNCIA DE NOVOS FENÓMENOS SOCIAIS

A crise económica mundial e nacional fez redobrar questões sociais graves e emergir novos fenómenos sociais que agudizam a pobreza e a exclusão social.

 

Nem sequer é preciso socorrermo-nos das notícias veiculadas pelos órgãos de comunicação social para aquilatar da dimensão do problema porque nós autarcas temos sentido na pele, e todos os dias, o agravamento da situação de penosidade social. Somos cada vez mais confrontados com pedidos de emprego, de casa e de ajuda financeira para pagar as contas da água ou da luz, a renda de casa ou a aquisição de alimentos e medicamentos. Sentimos no dia a dia a falta de esperança dos jovens no futuro, cujo mercado de trabalho não os consegue absorver, mesmo daqueles cujos pais investiram com enorme sacrifício na sua formação profissional ou académica. Sentimos no dia a dia o desespero das pessoas que não sabem o que fazer e que depositam nas autarquias locais a última esperança, esquecendo-se que a esse nível a colocação laboral é muito mais difícil face aos imperativos legais e aos limites e restrições orçamentais impostos pelo Governo. E a situação não é ainda insustentável porque continuam a existir cursos profissionais que são autênticos empregos para as pessoas.

 

Os dramas sociais que se estão a viver são também percepcionados pelas misericórdias com crescentes pedidos de isenção ou redução de custos com a colocação de crianças nas creches e jardins-de-infância e de idosos nos lares. A par de uma maior pressão para o acolhimento de idosos nos lares, há casos de famílias a retirar os idosos dos lares na esperança de que a escassa pensão ou reforma consiga equilibrar o orçamento familiar.

 

O Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, alertou recentemente para o surgimento de novas formas de pobreza, fruto de uma sociedade demasiado consumista e materialista e com um sistema bancário facilitador e potenciador do consumo e do acumular de dívidas. Há cada vez mais jovens casais, com 30/40 anos, com dificuldades para pagar o empréstimo da casa ou do carro.

 

Mis uma vez terão de ser os municípios e as freguesias a arregaçar mangas e a criar soluções para problemas velhos e novos. A Associação Nacional de Municípios Portugueses apresentou há pouco tempo um pacote de medidas para dar respostas locais de combate às dificuldades que o País atravessa, prescindindo de uma séria de receitas na ordem dos 555 milhões de euros. Tem de ser cada vez mais forte e incisiva a aposta dos municípios portugueses na área social. E a esse nível, o Município de Mirandela tem dado respostas muito positivas, em articulação com as instituições da sociedade civil. E é nesse esforço de procura de respostas para minorar a pobreza que incluo o Banco Solidário da Santa Casa da Misericórdia e o Banco Local de Voluntariado da Câmara Municipal de Mirandela, para as quais as técnicas de Serviço Social, Drª Manuela e Drª Sandra, deram um contributo valioso. Para elas o meu elogio público e votos para que seja possível ajudar as famílias carenciadas de Mirandela.

 

Mas para isso, cada um de nós pode dar o seu contributo, individualmente ou no âmbito de uma organização promotora. Acredito que no frenesim da vida quotidiana seja possível reservar algum tempo para, de forma desinteressada e responsável, dar algo a outros que precisam de nós, da nossa palavra amiga, do nosso consolo ou da nossa mão. Todos nós temos uma dívida para com a sociedade. Quem ainda não o fez, que pague a sua divida. Vão ver que não custa nada.

 

Termino com uma frase de John Donne que consta do livro de Ernest Hemingay “Por Quem os Sinos Dobram”:

 

«Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti»


Intervenção do Candidato Rui Magalhães numa sessão da Assembleia Municipal de Mirandela 

publicado por 2009_ruimagalhaes às 17:05
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